A eurodeputada socialista Edite Estrela divulgou ontem à noite, durante um debate realizado em Castelo Branco, que o Parlamento dinamarquês apelou ao "sim" no referendo sobre o aborto em Portugal.
O documento, enviado à presidente da delegação portuguesa do grupo socialista no Parlamento Europeu "por uma colega dinamarquesa", foi definido como "um apelo subscrito por todos os partidos com assento no Parlamento dinamarquês".A mensagem, a que a Lusa teve acesso, é assinada pelo presidente e pelo vice-presidente da Comissão de Assuntos Sexuais e Reprodutivos das Mulheres do Parlamento dinamarquês, órgão onde "estão representados todos os partidos"."É um apelo a que se vote 'sim' em Portugal porque se combate o aborto", afirmou Edite Estrela, ao discursar para cerca de 350 militantes e simpatizantes socialistas, no final de um jantar promovido pela federação do PS de Castelo Branco.O tema do aborto é referido no documento como "um assunto ético e sério", mas os signatários lembram que 95 por cento dos dinamarqueses "acham que a mulher deve ter o direito de escolher uma interrupção voluntária da gravidez segura e legal".Segundo a eurodeputada do PS, o número de abortos "diminuiu na Dinamarca" desde que o país despenalizou a prática até às 12 semanas, em 1973.Cusutos dos abortos clandestinos é "quatro vezes superior"No discurso de ontem, Edite Estrela apresentou ainda números de um estudo norte-americano que apontam para um custo "quatro vezes superior" do aborto clandestino quando comparado com os custos da prática realizada até às dez semanas."Até às dez semanas [a interrupção voluntária da gravides] é feita por processos químicos. Não tem os custos que as pessoas pensam", disse.Sublinhou ainda que o Partido Socialista tem vindo a promover debates "rigorosos e sérios com as palavras" pelo "sim" à despenalização do aborto."O que não significa que silenciemos as distorções, as falácias e as mentiras", avisou. Defendendo o envolvimento de todos os cidadãos na consulta popular e o combate à abstenção, alertou que está em causa "o próprio instrumento do referendo"."Se [o referendo] continuar em Portugal a não ter a adesão do povo, a democracia participativa está em causa", concluiu.
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terça-feira, janeiro 23, 2007
segunda-feira, janeiro 22, 2007
Em Barcelona também dizem SiM!
TOTS SOM UNA DONA: Em Barcelona, também dizemos «SIM»!
"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"
Esta é a questão que irá ser colocada aos portugueses - residentes em Portugal - em referendo a realizar-se no próximo dia 11 de Fevereiro. Ainda que não possamos votar, participaremos desde Barcelona afirmando que SIM!
Que queremos um país mais moderno, justo, e que nesta senda deixe definitivamente de condenar e criminalizar mulheres pela prática de interrupção voluntária da gravidez.
Neste âmbito, vamos organizar dois encontros nos próximos Domingos 28 de Janeiro e 4 de Fevereiro, pelas 16 horas, na Plaça de Catalunya.
"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"
Esta é a questão que irá ser colocada aos portugueses - residentes em Portugal - em referendo a realizar-se no próximo dia 11 de Fevereiro. Ainda que não possamos votar, participaremos desde Barcelona afirmando que SIM!
Que queremos um país mais moderno, justo, e que nesta senda deixe definitivamente de condenar e criminalizar mulheres pela prática de interrupção voluntária da gravidez.
Neste âmbito, vamos organizar dois encontros nos próximos Domingos 28 de Janeiro e 4 de Fevereiro, pelas 16 horas, na Plaça de Catalunya.
quarta-feira, novembro 01, 2006
Setenta mil mulheres morrem anualmente
Setenta mil mulheres morrem anualmente vítimas de abortos feitos em condições precárias, revela um estudo levado a cabo em 59 países por especialistas de várias nacionalidades e publicado na revista «Lancet».Segundo este estudo, oito milhões de mulheres confrontam-se todos os anos com este problema, havendo cerca de 20 milhões de abortos anuais que são feitos por pessoas sem preparação médica ou em locais que não respeitam os requisitos mínimos de segurança.
Ainda de acordo com este estudo, cerca de 97 por cento destes abortos são realizados em países em vias de desenvolvimento e que, em resultado de abortos mal feitos, muitas mulheres acabam por ir parar aos hospitais.
Para estes especialistas, a legalização da Interrupção Voluntária da Gravidez é um «passo necessário» mas não suficiente, pois será necessário que os Estados garantam os melhores cuidados de saúde às mulheres.
Estes cientistas, que entendem que a legalização não aumenta a procura, baseando-se no caso da Holanda, que tem uma das mais baixas taxas de aborto, dizem que os meios contraceptivos podem reduzir, mas nunca irão acabar com esta situação.
Estes defendem também que o número de mulheres que morre devido a esta questão faz que este tenha de ser considerado um problema de saúde pública e de direitos humanos que tem de ser resolvido de forma urgente.TSF
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sábado, outubro 28, 2006
Marcha Mundial das Mulheres
A Coordenação Europeia da Marcha Mundial das Mulheres, reunida em Irun, País Basco, emitiu um comunicado de solidariedade com Portugal e com a Polónia em relação à legalização do Aborto.COORDINATION EUROPÉENNE A IRUN LES 20/21/22 OCTOBRE
COMMUNIQUÉ
Avortement en Pologne et au Portugal
Nous, femmes de la Coordination Européenne de la Marche Mondiale des Femmes réunies à Irun au Pays Basque les 20, 21 et 22 octobre, exprimons notre active solidarité avec la lutte des femmes polonaises pour le droit à avorter et à décider de leur vie sexuelle et reproductive.
Nous avons adressé une lettre au Président de la République et au Premier ministre de la République Polonaire pour qu'ils rejettent la proposition de modification de la Constitution faite par des groupes et associations qui demandent " la protection de la vie humaine dés la conception "
Nous savons que les femmes polonaises souffrent déjà à cause d'une loi restrictive qui ne leur permet pas de décider d'avorter, mais cette proposition est encore plus dure et plus dangereuse et répond aux milieux les plus conservareurs de la Pologne, l'église y compris. La lutte des femmes polonaises est aussi notre lutte.
En ce moment, dans plusieurs de nos pays, les mouvements "anti-choix" s'organisent dans le but de faire régresser les lois et les droits acquis des femmes. Ainsi, au Portugal par exemple, un référendum est prévu pour dépénaliser l'avortement. Là, des femmes sont jugées et mises en prison pour avoir avorté.
Nous sommes aussi solidaires avec les forces qui luttent contre les conservatismes, pour une maternité/paternité conscientes et contre l'avortement clandestin.
Lettre au Président de la Pologne et à Monsieur le premier ministre de la Pologne
Monsieur, Les droits des femmes font partie des droits humains fondamentaux. Le droit à disposer de leurs corps en fait aussi partie. Nous sommes indignées par les conditions dramatiques auxquelles sont soumises les femmes polonaises qui veulent exercer ce droit. Nous nous permettons de vous rappeler que le Conseil des Droits Humains des Nations Unies et l'Union Européenne sont intervenus en ce sens dés octobre 2004 puis en 2005.
Le droit à l'interruption volontaire de grossesse doit être garanti à toutes les femmes polonaises sans restriction, de même que l'accès à des moyens de contraception gratuits et remboursés. Nous vous demandons donc instamment de rejeter les demandes de modifications de la Constitution polonaise proposée dans le sens d'une "protection de la vie humaine dés sa conception", et d'†uvrer pour une légalisation du droit à l'IVG dans les meilleurs conditions.
Veuillez agréerS...
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